Durante o Carnaval, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, por meio da Divisão de Química e Toxicologia (DQT), intensifica orientações sobre os riscos associados ao uso criminoso de substâncias conhecidas como "Boa Noite, Cinderela".
O especialista em toxicologia forense da instituição destaca a importância de simples precauções que podem evitar crimes em ambientes festivos.
O perito criminal Evandro Rodrigo Pedon explica que essas substâncias, frequentemente sedativos e depressores do sistema nervoso, como benzodiazepínicos, podem ser adicionadas secretamente às bebidas. Os efeitos incluem sonolência, confusão mental e diminuição da capacidade de resposta.
“Essas substâncias reduzem rapidamente a percepção do ambiente e a capacidade de defesa da vítima, criando uma situação de extrema vulnerabilidade. Em muitos casos, a pessoa só percebe que algo está errado quando os efeitos já estão avançados”, explica o perito.
A Polícia Científica realiza exames para identificar essas substâncias, mas enfatiza que a prevenção é crucial. Recomenda-se não aceitar bebidas de estranhos, não deixar o copo desatendido e desconfiar de mudanças de sabor ou aroma.
Além disso, o consumo de álcool em conjunto com essas drogas pode potencializar os efeitos. “Mesmo em pequenas quantidades, a combinação pode causar desorientação severa. Ao perceber qualquer mal-estar incomum, a pessoa deve procurar ajuda imediatamente e, sempre que possível, estar acompanhada por alguém de confiança”, orienta Pedon.
Em casos suspeitos, é essencial buscar atendimento médico rapidamente e registrar o incidente junto à polícia, garantindo a coleta de material biológico nas primeiras horas para identificação da substância.
Com orientações técnicas de fácil entendimento, a Polícia Científica busca aumentar a conscientização da população para agir de forma correta em situações potencialmente perigosas, principalmente em épocas de eventos com grande aglomeração.
Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fotos: Maria Ester Rossoni